Made in Brazil
Praticamente todos os países que fabricam algum tipo de insumo farmacêutico ativo (farmoquímico) se apresentaram este ano na CPhI de Milão. Segundo o catálogo da Feira, foram montados 17 Pavilhões, representando 11 países, a saber: Argentina, Brasil, China (6), França, Índia, Irlanda, Japão, Coréia, Portugal, Suíça e EUA (2). Confirmou-se a adequação do conceito de Pavilhão utilizado pelo Brasil desde 1995, reunindo as empresas brasileiras em um mesmo “endereço”.
O Pavilhão Brasileiro, que este ano contou com 168m², deu continuidade ao trabalho iniciado em 2002 de estímulo às exportações brasileiras, principalmente de medicamentos a granel (posição 3003 da NCM) e de medicamentos terminados (posição 3004 da NCM), aumentando, assim, as exportações da cadeia produtiva dos medicamentos (farmoquímicos + medicamentos). Os resultados se mostram cada vez mais alentadores.
Em 2007, nove empresas participaram efetivamente no Pavilhão Brasileiro na CPhI, a saber:
• Farmoquímicas - Kin Master (RS), Nortec Química (RJ), Sintefina (SP) e Pharma Nostra (SP).
• Mista - Cristália (SP).
• Farmacêuticas - Eurofarma (SP), Aché (SP) e Neo Química (GO).
• Produtora de adjuvantes farmacotécnicos - Purifarma / Gênix (SP)
A construção do Pavilhão Brasileiro manteve a qualidade das edições anteriores e aumentou a visibilidade brasileira no referido evento. Neste ano, os expositores e visitantes contaram com duas salas de reunião, com seis lugares cada uma, instalações de internet, depósito para material promocional, espaço para geladeira e preparação do café que era servido nos estandes. A área comum do Pavilhão Brasileiro serviu de base para inúmeras outras empresas farmoquímicas e farmacêuticas, que não contaram com estrutura própria.
Para divulgar as empresas brasileiras que não puderam participar da Feira, a ABIQUIF distribuiu 425 exemplares da edição de 2007 do seu INDEX. A publicação, que é bilíngüe (inglês e português), contém toda a produção brasileira de farmoquímicos, com indicação dos produtores e seus respectivos endereços.
Novos negócios
As nove empresas participantes contabilizaram cerca de 1.400 contatos comerciais que devem gerar em 2008, aproximadamente, US$ 10 milhões em contratos, com pouco impacto na geração de novos empregos, considerando que os setores farmoquímico e farmacêutico no Brasil ainda operam com capacidade ociosa. Mesmo assim há uma expectativa de aproximadamente 150 novos empregos caso estes novos negócios se concretizem.
Objetivando contatos comerciais que pudessem gerar vendas comerciais futuras, bem como trocas de tecnologias, ou, eventualmente, formação de joint-ventures, durante os três dias da Feira foram realizadas cerca de 25 reuniões utilizando as duas salas da área comum. Da área oficial, o Pavilhão Brasileiro recebeu a visita da ANVISA, FINEP, BNDES, Farmanguinhos e FURP. Representantes de empresas de vários países também visitaram o Pavilhão Brasileiro, a saber: EUA, Argentina, Rússia, Canadá, Turquia, África do Sul, Vietnã, Colômbia, Venezuela, Iêmen, República Tcheca, Itália, Egito, Paquistão, Espanha, Ucrânia, Portugal, Alemanha, Chile, Suíça, Holanda, Polônia, Inglaterra, França, Hong-Kong, México, Emirados Árabes Unidos, Uruguai, Síria além de outros países da Ásia, América Latina e Europa.
Ao final do evento, todos os participantes demonstraram otimismo nos resultados práticos sobre as suas exportações, confirmando a certeza de que a participação nas CPhI´s é um excelente caminho que se abre para as exportações brasileiras da cadeia produtiva farmacêutica.
Parcerias indispensáveis
A ABIQUIF ressalta as importantes parcerias da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos - APEX e da Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP para o sucesso do Pavilhão Brasileiro na CPhI´07. Estas parcerias, aliás, vem acontecendo há alguns anos e têm sido fundamentais para a realização de uma apresentação brasileira de primeira linha.
Os custos para a inserção do Brasil neste magno evento internacional são muito elevados e, sem apoio, certamente a ABIQUIF não poderia apresentar um Pavilhão Brasileiro condizente com as expectativas internacionais, visto que o País deseja se colocar internacionalmente como fornecedor de produtos de alta qualidade e confiabilidade.
As logomarcas da APEX e Brasil ficaram altamente em destaque em todo o Pavilhão Brasileiro e a FINEP, marcou presença no evento através de dois representantes da mais alta competência dos seus quadros funcionais, dra. Eliane Bahruth e dr. Gilberto Soares, que fizeram importantes contatos com empresários durante os três dias da Feira, difundindo os excelentes serviços que a mesma propicia às empresas brasileiras.
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Impressões sobre a participação do BNDES
na CPhI’07, em Milão
(por Pedro Palmeira e Luise Velloso)
O BNDES esteve presente na CPhI realizada em Milão, no período de 03 a 04/10/2007, através do dois representantes: Pedro Palmeira e Luise Velloso, respectivamente chefe e gerente do Departamento de Produtos Intermediários Químicos e Farmacêuticos, mais conhecido como DEFARMA. A intenção do BNDES no evento era, em um primeiro momento, poder constatar o esforço da farmoquímica brasileira, no sentido de consolidar negócios no exterior, através da exportação de produtos brasileiros, bem como da prospecção de alianças estratégicas comerciais com parceiros estrangeiros.
A expectativa dos representantes do BNDES foi amplamente satisfeita. Foi possível constatar que, apesar de representar um elo ainda fragilizado da indústria farmacêutica no Brasil, as empresas brasileiras atuam com desenvoltura na busca da consolidação de negócios no exterior. Essa constatação remete ao segundo objetivo da presença dos executivos do BNDES. A instituição pretende abrir um canal de discussão com a ABIQUIF no sentido de buscar uma participação do BNDES mais ativa e mais sistemática em futuras CPhI’s, sempre em consonância com a presença já marcante da FINEP, no intuito de colaborar com o fortalecimento da indústria farmoquímica brasileira.
Vale lembrar que o esforço exportador percebido, através do Pavilhão Brasileiro, bem como de estandes independentes de algumas empresas, vai ao encontro da recente ampliação da atuação do BNDES no setor farmacêutico, via Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde - PROFARMA, onde se pode destacar a criação de uma linha destinada a apoiar financeiramente, em condições diferenciadas, o capital de giro necessário para a exportação de produtos do complexo industrial da saúde, aí incluída a indústria farmoquímica.
Por fim, desdobramentos concretos da participação da equipe do BNDES na CPhI 2007 já podem ser observados. A partir de reuniões no evento com empresas nacionais, como, por exemplo, Blanver, Gênix, Cristália e Kin Máster, foram realizados (ou ainda serão) encontros no Brasil, a fim de explorar possibilidades de cooperação entre o BNDES e essas empresas.
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